Módulo 6: Linha de Cuidado nas Urgências/Emergências Clínicas Respiratórias e Metabólicas
Unidade 1: Aplicação da metodologia da assistência nas urgências respiratórias

Avaliação clínica do enfermeiro: anamnese e exame físico
Avaliação clínica do enfermeiro: exame laboratorial e por imagem
Insuficiência respiratória aguda
Asma
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Pneumonia
Distúrbios acidobásicos
Grupos farmacológicos
Técnicas e procedimentos de assistência ventilatória
Intubação e Ventilação
Alarmes

Inspeção, Palpação, Percussão e Ausculta

Sobre o estado mental do paciente, sabe-se que a redução do seu nível de consciência e/ou a alteração do estado mental pode indicar hipoxemia. Os sinais podem incluir um comportamento inapropriado, agitação e confusão mental. Qualquer mudança no estado mental deve ser comunicada imediatamente, pois isto pode indicar que o cérebro esta sofrendo privação de oxigênio. Se não forem tomadas medidas apropriadas e imediatas, o paciente pode desenvolver deterioração do quadro clínico e apresentar inconsciência, que pode resultar em dano cerebral irreversível.

É importante considerar que a redução do nível de consciência pode estar também associada a alterações estruturais do sistema nervoso central, ou ainda à ocorrência de hipoglicemia, encefalopatia hepática e urêmica.

A avaliação da tosse do paciente também é importante, pois indica a dificuldade de eliminação de secreção ou líquidos que estejam obstruindo os pulmões ou vias aéreas. A avaliação da tosse inclui várias observações importantes, sendo o escarro um indicativo útil da patologia pulmonar.

Outra técnica propedêutica realizada durante o exame físico é a palpação, cujas características veremos na animação a seguir:

A palpação da caixa torácica pode ser particularmente efetiva no diagnóstico diferencial. Ela é realizada colocando ambas as mãos no tórax posterior (ou anterior) com os polegares em contato na linha média espinhal (ou esternal). O tórax deve mover-se simetricamente. Movimentos assimétricos do tórax podem indicar: atelectasia unilateral, pneumotórax, tórax instável (fratura de costelas), dentre outras condições.

A palpação da traqueia revela a sua localização e serve como um indicador da posição do mediastino. No paciente idoso um desvio da traqueia para a direita pode ocorrer devido à pressão de arco aterosclerótico da aorta. A traqueia pode estar desviada para lado oposto ou mesmo lado do lado afetado. Dentre os estados patológicos indicados por desvios traqueais destacam-se:

• Para o lado afetado: atelectasia, paralisia de nervo frênico, fibrose;

• Para o lado contralateral: consolidação, tumor de mediastino, pneumo e hemotórax.

A palpação também é usada na determinação do frêmito (vibrações da parede torácica criadas durante a fala ou ventilação). As vibrações durante estas atividades são conduzidas através dos brônquios e parênquima pulmonar até a superfície da pele, onde as oscilações são sentidas como vibrações da parede torácica. O frêmito bilateral deve ser checado e comparado na parede torácica posterior e anterior. Aumento no frêmito está associado com condições que aumentam a densidade do tecido. Materiais sólidos ou líquidos entre os tecidos transmitem a vibração melhor que o ar. Diminuição no frêmito ocorre quando há uma quantidade anormal de ar no pulmão ou espaço pleural.

E as técnicas propedêuticas efetuadas no exame físico não param por aí. Veja mais duas técnicas na animação a seguir:

Com relação aos sons ventilatórios identificados por meio da ausculta, veja na próxima página os tipos existentes.